PROTOCOLO DE SEGURANÇA SANITÁRIA. Conheça as medidas da Francal Feiras para a retomada do setor.

Produção Integrada da borracha natural permite obtenção do selo Brasil Certificado

Desde junho do ano passado está em vigor a Instrução Normativa nº 6 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, que definiu as normas técnicas para a produção integrada da borracha natural no Brasil. A adesão ao sistema é voluntária e o produtor que seguir as normas técnicas passa por avaliação para obter o selo “Brasil Certificado”, concedido por uma entidade credenciada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). 

A explicação foi dada pelo Pesquisador da Embrapa Cerrados, Marcelo Fidelis, durante palestra na “Produção integrada de borracha natural – A certificação como oportunidade de agregação de valor“, que fez parte do 10º Encontro Nacional da Borracha Natural, realizado durante a EXPOBOR e a PNEUSHOW.

Fidelis lembrou que “a produção integrada tem como estrutura básica boas práticas agrícolas para a adequação dos processos produtivos e obtenção de produtos vegetais e de origem vegetal de qualidade”. “Esse sistema favorece o uso de recursos naturais, garantindo uma produção agrícola sustentável, economicamente  viável e socialmente justa, além de permitir a rastreabilidade do produto”, disse.

De acordo com o pesquisador, as perspectivas da Embrapa para os próximos dois anos são desencadear os primeiros processos de certificação de produtores de borracha natural, apresentar os produtos certificados ao mercado e estender a norma para usinas de beneficiamento.

Além da questão ambiental envolvida,  Fidelis destacou que, a adesão do heveicultor à produção integrada será um diferencial que permitirá maior competitividade internacionalmente. “Aderir ao sistema agrega mais valor à borracha natural brasileira, pois permite ao produtor comprovar que o produto veio de uma cadeia produtiva sustentável e de boas práticas”.

ABRERPI apresenta o programa “Brasil Rodando Limpo” na PNEUSHOW 2022

Os pneus que já chegaram ao fim de sua vida útil e não podem mais passar por uma reforma sempre foram um problema. Mesmo depois de mais de 14 anos da obrigatoriedade da logística reversa para pneus no Brasil, estabelecida inicialmente no Plano Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS e depois pela Resolução Conama nº 416/2009, os pneus inservíveis continuam sendo descartados de forma irregular no meio ambiente em muitos locais do país. E, por suas propriedades químicas, esses resíduos demoram, em média, 600 anos para se decomporem na natureza.

Diante dessa realidade, a Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem de Pneus Inservíveis – ABRERPI apresentou, durante a PNEUSHOW, o programa “Brasil Rodando Limpo” que, através de uma plataforma digital “sistematiza a logística reversa e permite a redução de custos com coleta, transporte e armazenamento, tornando economicamente viável o esforço para que pneu inservível chegue à recicladora”, segundo Joel Custódio, presidente da associação.

O sistema da Abrerpi pode ser acessado pelo site da entidade e faz a integração de lojistas, coletores e cooperativas de catadores com as recicladoras. “Todos se cadastram na plataforma e alimentam o sistema informando onde existe acúmulo de pneus para que o coletor recolha e entregue na cooperativa de catadores. Assim que a recicladora busca esses pneus e faz a reciclagem, emite um certificado de coleta e destinação ambientalmente adequada comprovando a responsabilidade ambiental dos envolvidos, além de gerar créditos ambientais para fabricantes e importadores”, explica Custódio.

Segundo o presidente da ABRERPI, as 14 recicladoras com atuação em 20 estados do país, associadas à entidade, reciclam cerca de 180 mil toneladas de pneus anualmente. Segundo ele, o “Brasil Rodando Limpo” otimiza o trabalho e tem potencial para ampliar esse volume, levando a reciclagem para várias cidades brasileiras que atualmente encontram enormes problemas com o descarte inadequado.

Eficiência na produção de borracha depende de gestão, tecnologia e políticas públicas

Nesta sexta-feira, (24), a heveicultura familiar teve espaço privilegiado no 19º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha – que acontece simultaneamente à EXPOBOR e PNEUSHOW. Os especialistas convidados centraram suas apresentações em aspectos técnicos, melhores práticas e exemplos concretos de gestão.

Assistente de planejamento da secretaria de agricultura do Estado de São Paulo, Juliano Quarteroli Silva esclareceu que o conceito de sucesso é relativo e, no caso do agricultor familiar, o objetivo é fazê-lo prosperar para que possa se manter no campo. Segundo ele, nos últimos dez anos, no estado, o número de propriedades com heveicultura aumentou em 56%.

“As três peças-chave para a obtenção de bons resultados no campo são gestão de qualidade, acesso a conhecimento tecnológico e a existência de políticas públicas”, disse. Especificamente, ele mencionou otimização da mão de obra, correção e preparo do solo, e controle de plantas infestantes, pragas e doenças.

Marcos Roberto Murbach, diretor técnico da São Manoel, especializada na heveicultura e comercialização de borracha natural, falou um pouco sobre sua formação e as estratégias efetivamente aplicadas na fazenda do grupo para aumentar a produção dos seringais. O método de extração por painel ascendente ficou em foco, bem como a diversificação das atividades.

“Na nossa propriedade em Mato Grosso, passamos a explorar as culturas de soja e milho, indo além da borracha e do pasto”, afirmou. “É preciso dizer ainda que a escolha do local da plantação é essencial. Isso abarca a qualidade da terra, claro, mas também a proximidade de centros com mão de obra qualificada”.

Brasil precisa perseguir a autossuficiência em borracha natural

Apesar da borracha natural ser um produto brasileiro, o país responde hoje por apenas 1,5% da produção mundial, enquanto a Ásia responde por 93% de todo o volume. O dado foi apresentado pelo presidente da Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural – Abrabor, Fernando do Val Guerra, durante apresentação no 10º Encontro Nacional da Borracha Natural, realizado durante a EXPOBOR e a PNEUSHOW.

No painel “Desafios e Oportunidades”, Guerra falou sobre “Brasil Autossuficiente em borracha natural – Podemos (e queremos) atender a demanda da indústria brasileira?”, e destacou a importância do país produzir tudo aquilo que precisa, deixando sua dependência da importação.

“Hoje estamos sujeitos à precificação internacional da borracha. Se tivermos uma autossuficiência na produção, passamos a ter uma concorrência interna para a venda do produto, assim como ocorre com a carne bovina, por exemplo, o que nos dá o controle sobre nosso mercado”, afirmou.

Guerra alertou, no entanto, que é preciso que o heveicultor agregue valor na borracha brasileira. “Se isso não ocorrer, a autossuficiência não será bom negócio para o produtor”, afirmou.

Para o dirigente da Abrabor, o país também ganha com o setor menos dependente de importações. “Da forma como está colocado há um risco para a soberania nacional, pois se faltar borracha não teremos pneus e nossa economia para”, analisou. “Por outro lado, com autossuficiência, ganha a indústria que terá mais renda, poderá gerar mais empregos e mitigamos os riscos de desabastecimento da borracha”.

Importadores de pneus defendem liberdade econômica

A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip) reuniu 32 dirigentes de empresas associados na última quinta-feira (23/06), em São Paulo, para fazer um balanço dos avanços verificados na facilitação do comércio internacional nos últimos anos e avaliar o que ainda pode ser feito. A reunião foi agendada aproveitando a realização da PNEUSHOW – Feira Internacional da Indústria de Pneus, com a participação da maioria dos importadores do setor, que encerra nesta sexta-feira (24), no Expo Center Norte.

O presidente da Abidip, Ricardo Alípio, conduziu o encontro citando os principais avanços conquistados nos últimos anos. O fim do preço de referência para cobrança do imposto de importação (barreira protecionista disfarçada que foi derrubada pelo Congresso Nacional no ano passado). O decreto que zerou o imposto de importação para cinco medidas de pneus de caminhão também em 2021. A possibilidade de embarque da mercadoria antes do deferimento da Licença de Importação pelo Inmetro e, ainda, a redução da alíquota do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) de 25% para 8%.

Protocolo de Segurança Sanitária

De acordo com o Decreto Municipal de São Paulo nº 61.307, de 13/05/2022, a apresentação de comprovante vacinal não é mais necessária, mas todos os participantes serão submetidos à aferição de temperatura para acesso ao evento. Pessoas que apresentarem temperatura corporal acima de 37,5 graus deverão comprovar teste negativo para Covid-19. O teste PCR poderá ser feito na hora, pago pelo visitante. A organização disponibilizará álcool em gel e reforçará a higienização das áreas comuns, além de recomendar o uso de máscaras e o distanciamento social.

Expobor e Pneushow 2022

Data: 22 a 24 de junho

Horário: 13h às 20h

Local: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – SP)

Informações: (11) 2226-3100 e atendimento@francal.com.br

O credenciamento para os profissionais do setor pode ser feito gratuitamente por este link

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www.expobor.com.br

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Sobre a Francal Feiras

Promotora de eventos com capital 100% nacional, a Francal Feiras é um dos principais players do mercado de feiras de negócios e contribui não só para o desenvolvimento econômico e social dos diferentes setores em que atua por meio dos 12 eventos de seu portfólio, como também movimenta efetivamente a economia dos locais onde eles são realizados.

Movida pela mesma velocidade que afeta a sociedade de consumo e o ambiente de negócios, a Francal Feiras oferece ao mercado entregas inovadoras por meio de eventos que servem como uma importante plataforma de negócios, experiências, conexão e conhecimento para toda a cadeia produtiva. Com mais de cinco décadas de atuação, é referência no Brasil e reconhecida no exterior.

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