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Pneu pode ser protagonista da Economia Circular

Segundo o Ibama, em 2018, a meta de destinação chegou à casa de 99,5% de cumprimento: são 83 milhões de pneus reciclados e transformados.

 

O tema Economia Circular está cada dia mais em evidência nos assuntos de Governo e empresas privadas, mas ainda é considerado difícil por muitos segmentos. O Brasil desde a aprovação da Lei Federal 12.305/2010, que possibilitou a existência da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), tem avançado no assunto. Porém, certos segmentos ainda estão engatinhando para poder obter resultados concretos.

O pneu que era o vilão da década passada passou a ser um dos “cases” de maior sucesso no Brasil mesmo que ainda tenha desafios. Segundo o último relatório publicado pelo Ibama em 2018, a meta de destinação chegou a casa de 99,5% de cumprimento.

Número expressivo, que corresponde a 585 mil toneladas, considerando um pneu de carro com 7 kg em média, estamos falando de 83 milhões de pneus reciclados e transformados.

Segundo o presidente da ABIDIP, Associação Brasileira dos Importadores de Pneus Novos, Milton Favaro Junior, “o número é bom, tem avanços principalmente nos últimos 10 anos.  Porém, ainda tem desafios para que realmente o pneu cumpra sua missão de ser um pilar seguro na economia circular, pois a produção normal é linear e deverá passar a ser circular, com total aproveitamento dos resíduos para transformar e reutilizar sem trazer prejuízos ao meio ambiente”.

Ainda segundo Favaro, “existem projetos no Brasil que são exemplos para o mundo em relação ao processo de reciclagem que vão de encontro aos pilares essenciais da economia circular. Um deles é o chamado Asfalto Borracha, o qual já é pacificado sua importância e benefício ao cidadão e ao meio ambiente. O Brasil já tem tecnologia de ponta nesse segmento. Mas, os Estados e o Governo ainda têm que mudar sua mentalidade tributária nesse segmento”.

“A percepção antes da operação Lava Jato é que era melhor as estradas terem manutenção periódica, alimentando um sistema viciado e subterrâneo de interesses. Porém, vejo com bons olhos o novo governo, principalmente no Ministério de Infraestrutura, onde pudemos conversar e verificar o interesse e a credibilidade que se deu ao tema de asfalto borracha”, finaliza o presidente.

 

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Fonte: Primeira Página, com informações da Exame.

 

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